Metrô – Festival Do Cinema Universitário Brasileiro

Programação

Sessão 01 - Voltar o tempo pra frente

Filmes desta sessão

Texto Crítico #01 - Sessão 01

Cenas da Infância: entre patos e outras coisas de borracha
por Daniela Zanúncio

Texto Crítico #02 - Sessão 01

Contrastando o Antes e o Agora
por Felipe Feitosa

Abertura MetrôLab 2021

Nesse encontro vamos discutir exemplos de possibilidades narrativas para curta-metragens e analisar alguns curtas brasileiros que utilizaram abordagens narrativas mais clássicas.

Masterclass de Abertura do Metrô 2021

Terça-feira, 14/09, às 18h, acontece a abertura da 5ª edição do Metrô – Festival do Cinema Universitário Brasileiro. A live “Espaços e Identidades” é uma conversa com Glenda Nicácio, Poliana Costa e Thacle de Souza sobre os filmes e a trajetória da produtora Rosza Filmes, com mediação de Kariny Martins e Christopher Faust.

A Rosza Filmes é uma produtora independente, sediada na cidade de São Félix, no Recôncavo da Bahia, composta por um grupo de pessoas formadas no curso de Cinema da UFRB. São responsáveis por longas-metragens como “Café com Canela” (2017); “Ilha” (2018); “Até o Fim” (2020); e “Voltei!” (2021), todos dirigidos por Ary Rosa e Glenda Nicácio.

A recente carreira da produtora apresenta um dos conjuntos de trabalho mais revigorantes e singulares do cinema brasileiro contemporâneo. Para quem ainda não conhece seus filmes, o Metrô disponibiliza em seu site, até dia 14/09, o primeiro longa-metragem do grupo: “Café com Canela”, de 2017. Assiste lá e, depois, vem aqui acompanhar o debate com a gente! A conversa abordará a trajetória do grupo da faculdade até aos longas, seus métodos de produção, além de questões estéticas e temáticas dos filmes.

Debate da sessão 01

Texto da Curadoria

Para além de todos os efeitos nefastos da pandemia, que continuam a nos colocar fisicamente e politicamente em risco, há o componente temporal, já bastante debatido e notado, mas, ainda assim, de difícil apreensão. Que tempo é esse que vivemos? Que tempo foi aquele, que deixamos de viver? Covid-19 (20, 21…), doença de elipses brutais. Pacientes que pioram muito rápido, que estão se comunicando em um dia e pronados no outro. Progressão narrativa avassaladora, que elimina o segundo ato, a Covid-19 é a doença do tempo desaparecido.

Na primeira sessão do Metrô 2021, o tempo e a fábula aparecem em destaque. Contar o tempo, contar os objetos afetivos colecionados na memória, revisitar o real com as regras do fictício e recapitular o fictício com a escrita do real. Filmes de infância e velhice se misturam, em um encadeamento que, se não pode recuperar o tempo perdido da realidade, é capaz de nos conectar ao tempo fictício, este inesgotável, em que gente idosa, seres que voam e modelos feitos com material sintético exalam vida, que pode ser leve, luminosa ou tenebrosa. Preservar no fictício é, também, uma forma de preservar o que está no real.

(Wellington Sari)