O Júri escolheu esses três filmes levando em consideração as características do cinema universitário, um espaço feito de tentativas, pesquisa e possibilidades. Mas também pela coragem de propor e realizar cinema, fazendo o filme existir apesar das adversidades e limitações. São três filmes que partem de um desejo em comum e encontram caminhos diferentes de materialização. As nossas escolhas vem de uma vontade de incentivar a continuidade desse ímpeto de criação.
A imagem que nos causa uma inquietação pode ser um ponto de partida. Escolhemos esse filme pela forma como nos guia em sua jornada de pesquisa e criação. Essa proposta de linguagem nos contagia com o deslocamento de significados. Porquê o cinema nunca pode deixar de fazer perguntas.
Prêmio de Pesquisa-Linguagem – Aquiles era um Twink de Henrique Domingues

Rogério Sganzerla disse que a amizade é a matéria prima de qualquer cinema de envergadura. O encontro com o outro cria condições para um filme vivente, com personalidade, que nos lembra da vocação coletiva do cinema. O bom humor que transparece a tela demonstra que o filme foi bem sucedido em encontrar soluções para superar as adversidades da realização. Com essa escolha desejamos que o cinema universitário continue sendo esse espaço de sonho e desejo de criação.
Prêmio de Realização – O Fim da Festa de Tainá Lobato

Uma sensibilidade que nos transporta pelo real, pela memória, pelo onírico e pelo abstrato. É imagem tátil, sensível e sinestésica. Escolhemos esse filme pelo frescor, ousadia e originalidade no uso dos aparatos expandindo as bordas da linguagem cinematográfica. Que o cinema universitário continue sendo um espaço de liberdade e experimentação.
Prêmio Imagem Sensível – A Estrela-ilha e o Peixe-pássaro de Áquila Félix e Nadí Silva
