Há histórias que nos levam a lugares que não cabem nos mapas. Histórias que nos ensinam a escutar o vento, a perceber aquilo que desaparece e a reencontrar a beleza nas coisas que quase passam despercebidas.
Pela maturidade do projeto, pela busca por um cinema que respeita o tempo natural das coisas, pela forma lúdica, delicada e poética com que nos permite olhar o mundo através de um protagonista real, vibrante e verdadeiro…
O Prêmio do Júri do 9º MetrôLAB vai para… “O Último Peixe da Lua”, de Kimberly Gomes, do Ceará.
Há sistemas que enxergam determinados corpos como falhas. Que transformam o tempo em produtividade, o cansaço em rotina e até o descanso em privilégio.
Mas há existências que se recusam ao apaganento. Existências que fazem do erro uma fissura, da fissura uma passagem e da passagem uma possibilidade de transformação.
Pela ousadia de sua proposta, por defender a existência para além da sobrevivência e o direito de que corpos não binários possam sonhar com outros futuros, ocupar plenamente todos os lugares e ocupar, principalmente, os espaços de poder…
O Júri do 9º MetrôLAB concede Menção Honrosa ao projeto… “EXISTIR É UM ERR4 NO CISTEMA”, de Magi do Carmo, do Ceará.